top

Monografia 1998

Referência: 08/ 1998

Título: As contas Nacionais e o Meio Ambiente

Autor(es): Mariangela Borges de Araújo
Resumo: Neste texto vale salientar, que o autor fez uma abordagem ao assunto de forma bastante técnica e científica. As Contas Nacionais tem a pretensão de fornecer índices de bem-estar de uma determinada economia em um dado momento. Esse bem-estar, resultou da produção de bens e serviços na economia, calculando-se indicadores agregados destes, em termos monetários. O principal agregado é o Produto Interno Bruto (PIB), obtido a partir da soma do valor da produção de bens e serviços finais, excluindo as matérias primas e produtos intermediários para evitar contagem múltipla.
Para se determinar o PIB utilizou-se o método do valor adicionado à produção em cada estágio do processo produtivo. O valor adicionado é igual ao valor bruto da produção de cada estágio menos as matérias primas e produtos intermediários utilizados no estágio. A soma do valor adicionado em todos os estágios igual a soma do valor bruto da produção menos a soma das matérias primas adquiridas e usadas pelos ramos produtivos. Por sua vez, o valor adicionado em cada estágio do processo produtivo é igual à renda distribuída aos agentes envolvidos no processo, ou seja, correspondente à soma dos salários pagos, com a renda da terra, com juros e os lucros.

Principais Indicadores:
PIB = Produto Interno Bruto – soma do valor de todos os bens e serviços produzidos pela economia em um dado período. É igual a soma do valor adicionado à produção, por todos os setores da economia no período.
RIB = Renda Interna Bruta = a soma de todos os rendimentos gerados na economia no período (salários, ordenados, renda da terra, juros, lucros, impostos).
PIB = RIB para um mesmo período, pois o Valor Adicionado é alocado na forma de (salários, ordenados, renda da terra, juros, lucros, impostos).
DIB = Despesa Interna Bruta – total dos gastos da renda pela economia no período. Geralmente compreende o total dos gastos em bens e serviços de consumo, em bens de capital (investimento), os gastos do governo e as exportações menos as importações. Para um dado período, DIB = RIB = PIB.
Outros Indicadores: Produto Interno Líquido (PIL) = PIB – a depreciação do capital produzido (máquinas, equipamentos e construções) da economia não se inclui a depreciação do capital natural. A depreciação compreende o valor do desgaste do estoque de capital da economia no processo produtivo, ao longo do período.
Renda per capita = RIB / população da economia no período (bruta). Fazendo o RIB - depreciação, tem-se a Renda Interna Líquida (RIL), e a renda per capita (líquida) seria = a RIL / população.

PIB nominal x PIB real: O PIB nominal é computado tomando os preços médios dos bens e serviços vigentes em cada período. Se houver inflação o PIB registrará aumento, mesmo que a economia não cresça.

PIB real é calculado com base em preços fixos de um determinado ano, denominado ano-base é como se o SCN tomasse essas quantidades relevantes do ano e as multiplicasse pelos preços do ano-base. Na prática calcula-se o PIB nominal para cada ano e se usa índices de preços para ajustar o valor do PIB aos preços do ano-base.

Crescimento Econômico: é calculado a taxa de crescimento usando o PIB real e não o nominal. Para determinar o crescimento do PIB em termos reais se o ano-base for (t), calcula-se o valor do produto final do setor em dois anos com base no preço vigente nesse ano., tomando o produto nominal da economia nos dois anos, usando índice de preços apropriado, transformar os dados nominais em dados a preços constantes ( preço do ano base) e então se calculará o crescimento.

Problemas do ponto de vista do meio ambiente, dos agregados do SCN: Para o SCN convencional, a economia é considerada como sistema isolado (auto-contido), não intercambia matéria nem energia fornecidos pelo Meio Ambiente, além de despejar dejetos e resíduos. Por outro lado, a expansão econômica gera depleção, redução da disponibilidade de recursos naturais e do outro produz a degradação do meio ambiente. Tratando a economia como sistema isolado o SCN ignora esses impactos da atividade da produção e de consumo, com isso gera indicadores e agregados que fornecem visão distorcida do que ocorre na economia. O SCN ignora a depleção do capital natural da economia; não computa os impactos da degradação ambiental e considera gastos defensivos como parte do PIB da economia.

• Depleção do Capital Natural: os estoques de recursos naturais da economia, devem ser tratadas da mesma forma pelo SCN que os seus estoques de bem de capital. Deduzir pela depleção ou consumo desses bens naturais, enquanto não é feito o PNI líquido e indicadores semelhantes produzidos pelo SCN serão superestimados. Como exemplo um país produtor de petróleo nas regras em vigor a receita líquida que obtém da venda do petróleo (receita a bruta - os insumos e serviços necessários para extrair o petróleo será considerado valor adicionado e fará parte do PIB da economia. Nas regras atuais o ( PIL ) não considera a depleção das reservas de petróleo do país. Então PIL = PIB - D ( depleção do capital construído). Como D = depreciação do capital construído, não considera a depleção do petróleo extraído e o PIL inclui integralmente a receita líquida da extração. Chamando DR o valor da depleção do petróleo, o PIL seria PIL = PIB - D - DR. Entretanto, isso não é feito. De um lado há a tradição dos técnicos que calculam os agregados do SCN , e as dificuldades para estimar a depreciação do capital natural. Do outro o0 procedimento faria cair o PIL e a renda per capta de países cujas economias dependem da extração em grande escala de recursos naturais, o que gera resistências contra a implantação da correção.

• Custos da Degradação Ambiental provocada pela atividade econômica: A degradação ambiental ocorre quando há declínio na qualidade do meio ambiente causado pelas atividades de produção e consumo a tingindo a atmosfera , a água ,a terra, as construções, etc. O SCN mensura o valor adicionado pelo processo produtivo; mensura, também, o consumo e outros agregados. Supõe-se que as atividades que geram tais magnitudes não danificam o meio-ambiente. Sabe-se que os processos de produção e de consumo geram custos ambientais, que podem ser apreciáveis, mas estes não são registrados pelo SCN. Vem aumentando a pressão para a SCN considerar o valor da degradação ambiental causados pela produção e pelo consumo, deduzindo-o dos principais agregados das contas nacionais. Existem dificuldades de mensurá-la , medi-la e registrá-la em termos monetários. Será necessário definir padrões de qualidade ambiental desejáveis e que determine os desvios que se observem em relação a esses padrões de qualidade desejados. Assim o valor da degradação seria determinado pelo custo dc eliminar essa mesma degradação. Nem sempre é possível determinar o custo de recuperar os padrões de qualidade. Muitos processos e fenômenos que não são reversíveis. Há situações que não são apropriadas o emprego da metodologia do custo de recuperação, nesses casos há a necessidade de desenvolver métodos alternativos de valoração dos custos da degradação ambiental. Existe extensa metodologia ,mas também controvérsias sobre boa parte.

• Custos de Defesa contra a Degradação Ambiental: O crescimento econômico gera um potencial de deterioração ambiental cada vez maior, entretanto parte pode ser reduzida com medidas preventivas de atenuação dos impactos ambientais. A Alemanha está preocupado com a preservação do ambiente e também a Holanda.

• Contas Satélites: Seria criado um conjunto de contas satélites ambientais, a ser acoplado ao núcleo do SCN para permitir a geração de indicadores agregados que captem os impactos das inter-relações entre economia e o meio ambiente. As bases metodológicas estão prontas, basta apenas convencer os países a implementar o novo sistema.

Obtenção do Produto Interno Bruto Sustentável PIBS = PIB - custos ambientais - gastos defensivos das famílias. Quanto mais degradado e poluído o meio-ambiente, maiores as necessidades de gastos defensivos que pelos dados maiores as , aparecem como consumo - isto é como gerador de bem-estar. Por essa razão . no cálculo do PIBS . recomenda-se deduzir do PIB esses gastos. Da mesma forma recomenda-se deduzir dos gastos de consumos agregados, computados pelo SCN. esse gastos defensivos; os gastos assim corrigidos seriam indicativos mais exatos de bem-estar.

Produto Interno Líquido Sustentável: PILS = PIBS - D ( depreciação de capital construído)-DN (depreciação do capital natural). Esse montante seria um indicador bem mais acurado do bem-estar médio cia população do país. Inclui uma séria de valores que não podem ser considerados como contribuidores para o bem-estar.

• Registro de Variações do Patrimônio Tangível: Quando um país desgasta seu patrimônio de capital natural, entretanto nesse mesmo período, o país pode ter ampliado esse patrimônio, isso ocorre com a descoberta de novas reservas de minerais, com abertura de novas terras na fronteira agrícola, com (investimentos) de recuperação de terras erodidas, tornando aptas ao uso produtivo. Na contabilização dos fluxos associados ao processo de produção e ao uso de insumos ambientais e de degradação ambiental. conforme feito acima, fica a impressão de que o patrimônio de capital do país está constantemente se reduzindo.
Problemas com a contabilidade ambiental - valoração dos impactos e dos ativos ambientais: A metodologia das contas satélites ambientais, das medições das variações do patrimônio tangível não apresentam dificuldades desde que se possa dispor de valores em termos monetários dos ativos e dos impactos ambientais. Na vida real não é bem o que acontece. Os ativos e impactos que precisam ser valorados são complexos. Para as reservas minerais de depleção (de uso) dessas reservas. as dificuldades são menores, entretanto que valor atribuir aos custos da degradação ambiental. Existem metodologias de valoração, com técnicas das mais variadas , umas de validade indiscutível, mas também controvertidas, e que são empregadas por falta de melhores alternativas. Alguns defendem formas de registro de impactos ambientais e de acompanhamento da evolução do patrimônio de recursos naturais. A alternativa adotada pela França e Noruega é de efetuar rigoroso acompanhamento, em termos físicos e não monetários, para cada recurso, computando as reservas, a extração e as adições às reservas ocorridas ao longo de cada ano. Para a degradação, a solução recomendada para os países da OCDE, de estabelecer um sistema de indicadores, também físicos, do estado do meio ambiente, das pressões que a sociedade impõe sobre o mesmo e das respostas sociais à degradação ambiental. Para muitos essas soluções não permitam gerar um ou poucos agregados que traduzam as condições do meio ambiente, as mesmas fogem das restrições que se fazem à tentativas de mensuração de fenômenos complexos em termos monetários.


Referência: 07/ 1998

Título: Gestão Ambiental Aplicada ao Agronegócio da Fruta no Distrito Federal

Autor(es): Paulo Ramon Mocelin
Resumo: Discussão a cerca da utilização das ferramentas de gestão ambiental no agronegócio da fruta no Distrito Federal. Na monografia são abordados alguns procedimentos que o produtor rural deveria tomar a nível de propriedade rural como as questões ambientais e sociais.

Localize o CIORD

Links

Transparência
A página Transparência UnB reúne informações sobre administração e gestão da Fundação Universidade de Brasília.
Ceema
Centro de Estudos em Economia, Meio Ambiente e Agricultura.
Moodle
Moodle da Universidade de Brasília

bottom
to bottom

CIORD © 2013 – Todos os direitos reservados